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Bay of Kotor, Perast, Montenegro
Baía de Kotor em Perast, Montenegro

Steven Levitt, autor do livro Freakanomics e Super Freakanomics, menciona no primeiro livro que a Internet tirou a vantagem de quem ganha com desinformação. Um exemplo disso são as Agências de Turismo. As comissões e lucros deles estão atreladas ao turista não ter ideia alguma do custo real dos serviços.

Com a Internet,  pode-se pesquisar e reservar hotéis, comprar passagens de trem, ônibus, reservar  carros e programar passeios turísticos com pequenas agências no destino. As vantagens são maior independência e economia suficiente para fazer uma segunda viagem.

Para desespero das  agências de turismo, os turistas conectados crescem a cada ano e são mais difíceis de cair em arapucas como as das passagens de trem pela Europa.

Dica 1: Compre suas passagens de trem
Rail Team

Rotas de trens de alta velocidade

Viajar para a Europa, por exemplo, pode custar MUITO menos se você mesmo fizer as compras das passagens de trem pelo Rail Europe.

Pelo Rail Europe, uma compra é taxada uma única vez em € 45,00. Se você compra 10 passagens de trem por € 500,00, o custo total será € 500,00 + € 45,00 + R$ 20,00 (Sedex).

Nas agências de turismo, cobra-se a mesma taxa por CADA passagem. Ou seja, 10 passagens equivalem a 10 compras diferentes. Custo total será € 500,00 + € 450,00 + Retirada na Agência.

Dica 2: Faça suas reservas de Hotel
Exibir mapa ampliado

O Booking é um dos maiores sites indicados para quem vai fazer viagens ao exterior e até mesmo aqui no Brasil. Por causa da concorrência feroz entre os hotéis, o consumidor tem a vantagem de informação e por consequência, preço.

Nossa viajante encontrou hotéis na Alemanha e Áustria por menos da metade do preço cobrado na agência de turismo. E ainda descobriu nas opiniões de ex-hóspedes que um hotel não tinha funcionários que falavam nada além do alemão.

Dica 3: Economize no Transporte com Geolocalização

Use o Google Maps ou Bing Maps para ver a localização do hotel e sua proximidade a restaurantes, lojas, serviços de transporte e pontos turísticos. Isso facilita acesso a ônibus, vans, metrô, trens e diminui as distâncias percorridas de táxi.

Muitas agências costumam cobrar um “prêmio” para reservar quartos nos melhores locais e diminuem o valor para hotéis afastados.

Dica 4: Traslados

Os traslados são a outra forma de encarecer a viagem de forma artificial. Basta usar o Google e sites dos aeroportos para descobrir linhas de ônibus, vans de hotéis e tarifas fixas de táxi.

Agências cobram US$ 100 ou mais por um traslado que custa em torno de US$ 25,00. Nos EUA, muitos hotéis próximos aos aeroportos fornecem traslados gratuitos. Em São Paulo, vários possuem serviço de van (shuttle) até Congonhas em intervalos fixos.

Dica 5: Guias e Dicas de Viagem Online

Procure por sites com dicas de passeios, pontos turísticos e locais atípicos onde poucos turistas vão. Um exemplo é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A entrada custa R$ 5,00. Cristo Redentor é uma saga no meio de uma multidão e não custa menos de R$ 60,00 por pessoa. Pão de Açúcar, R$ 44,00 por adulto.

Em comparação, subir ao topo da Torre Eiffel custa € 8,00.

Dica 6: Passagens aéreas

Há uma cartelização do setor. As empresas aéreas e as agências de turismo possuem acordos para que os preços de venda diretaao consumidor sejam sempre maiores. Nesse caso, a agência de turismo ainda tem a vantagem e usa isso como chamariz para oferecer outros serviços, como passeios, guias, city tours, etc.

Nota: As dicas foram colhidas com uma turista brasileira que já visitou mais de 18 países e  gastou numa viagem ao exterior recente, 50% menos planejando a viagem com auxílio da Internet.

Fontes: Who Says There Is No Alternative, Euro Rail

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